Sobre a Prova

Fabiana Murer - Salto com Vara

Sobre a Prova

9 de maio de 2016

Salto com vara: várias modalidades em uma

O salto com vara, um voo para o alto com o auxílio de uma vara, requer o relaxamento e a coordenação de um saltador em altura, a velocidade de um corredor e o controle sobre o corpo de um ginasta. Todo salto inclui corrida e o encaixe perfeito da vara na caixa, que vai arremessar o atleta para cima na tentativa de ultrapassar o sarrafo.

Quem pratica salto com vara precisa ter braços e ombros extremamente fortes, boa dose de ousadia e um gostinho pelo risco. Esses atletas são acrobatas intrépidos, cujas varas transformam a velocidade em impulso vertical para superar a força da gravidade, como verdadeiros cosmonautas dos estádios.

A história do salto com vara

O salto com vara já era conhecido na Grécia antiga – os cretenses usavam longas varas para saltar sobre touros. Os celtas, por sua vez, utilizavam varas para saltos em distância. O salto com vara tornou-se vertical por volta de 1775, na Alemanha, em competições de ginástica.

A primeira competição veio em 1850. As varas, rígidas e pesadas, eram feitas de freixo, um tipo de madeira, que os atletas “escalavam” enquanto saltavam. Na base, três pregos de ferro ajudavam a afirmar a vara na terra para o salto. Em 1889, os americanos abandonaram o movimento das mãos ao longo da vara e introduziram a técnica de arremessar as pernas para cima, ultrapassando o sarrafo de barriga para baixo.

As varas de bambu, leves e flexíveis, foram utilizadas pela primeira vez em 1900, ano que marcou também o surgimento da “caixa” em que a vara, agora com base de borracha em substituição aos pregos, é encaixada para o salto. As varas de bambu ainda foram usadas por muito tempo – o ultimo recorde mundial com esse tipo de vara data de 1942, obtido pelo norte-americano de origem holandesa Cornelius Warmerdam: 4,77 metros. Por causa do envolvimento na II Guerra Mundial, o Japão deixou de fabricar as varas de bambu, levando à busca de novos materiais.

Em 1957, outro americano, Bob Gutowski, superou a marca de Warmerdam com uma vara de alumínio: 4,78 m. O recorde mundial voltou a cair em 1960, com Don Bragg, também dos Estados Unidos, que saltou 4,80 m com uma vara de aço. Nesse período foi também introduzido o colchão para a aterrissagem dos atletas, um ganho importante no quesito segurança.

As varas de fibra de vidro, que possibilitam a flexão e revolucionaram a técnica do salto, surgiram em 1956, nos EUA, mas o primeiro recorde mundial com esse tipo de material só veio em 1961, com George Davies (EUA): 4,83 m.

Apesar de haver registros de mulheres saltando com vara desde 1911, o evento só ganhou importância nos últimos anos. A Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) começou a ratificar os recordes mundiais femininos em 1995 – a primeira atleta a ter a marca reconhecida foi a chinesa Sun Caiyun, que saltou 4,05 m em 1992.

A primeira disputa internacional oficial da modalidade teve lugar em 1996, no Campeonato Europeu Indoor – a campeã foi a islandesa Vala Flosadottir, com 4,16 m. A prova passou a integrar o programa do Mundial indoor em 1997 e, dois anos mais tarde, chegou também ao Mundial ao ar livre – nas duas competições, a campeã foi a americana Stacy Dragila, com 4,40 m e 4,60 m, respectivamente.

Para as mulheres, o salto com vara passou a integrar os Jogos Olímpicos apenas em Sydney/2000 – o ouro ficou com Stacy Dragila, com 4,60 m. Os atuais recordistas mundiais são o ucraniano Sergey Bubka, que saltou 6,14 m em 1994, e a russa Yelena Isinbayeva, com os 5,06 m estabelecidos em 2009. Fabiana Murer, com 4,85 m, é a recordista sul-americana da prova.

Fonte: IAAF

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