CONTRAPÉ | FABIANA MURER BRILHA E CONQUISTA A PRATA NO MUNDIAL DE PEQUIM

Fabiana Murer - Salto com Vara

CONTRAPÉ | FABIANA MURER BRILHA E CONQUISTA A PRATA NO MUNDIAL DE PEQUIM

26 de agosto de 2015

Campeã em Daegu há quatro anos, atleta do Clube BM&FBOVESPA salta 4,85 m e é a primeira mulher brasileira a ganhar duas medalhas em Mundiais ao ar livre.

BEIJING, CHINA - AUGUST 26:  Fabiana Murer of Brazil celebrates after winning silver in the Women's Pole Vault final during day five of the 15th IAAF World Athletics Championships Beijing 2015 at Beijing National Stadium on August 26, 2015 in Beijing, China.  (Photo by Alexander Hassenstein/Getty Images for IAAF)

BEIJING, CHINA – AUGUST 26: Fabiana Murer of Brazil celebrates after winning silver in the Women’s Pole Vault final during day five of the 15th IAAF World Athletics Championships Beijing 2015 at Beijing National Stadium on August 26, 2015 in Beijing, China. (Photo by Alexander Hassenstein/Getty Images for IAAF)

São Caetano do Sul – Com direito a recorde sul-americano, Fabiana Murer brilhou no Estádio Nacional de Pequim, o Ninho do Pássaro, nesta quarta-feira (26/8/2015). A brasileira, atleta do Clube BM&FBOVESPA, fez uma prova espetacular no 15º Campeonato Mundial de Atletismo e ganhou a medalha de prata no salto com vara, fazendo a marca de 4,85 m pela terceira vez na carreira e assumindo a vice-liderança do ranking mundial da prova.

Fabiana é a única campeã mundial do atletismo do Brasil e atingiu mais um feito inédito para o país: pela primeira vez uma mulher conquista duas medalhas em Mundiais ao ar livre. A façanha já havia sido alcançada pela própria Fabiana em Mundiais Indoor – ela foi campeã em Doha/2010 e bronze em Valencia/2008. “Eu estou muito, mas muito feliz por ter conquistado mais uma medalha em um Campeonato Mundial. Foi uma competição muito dura, de altíssimo nível e por isso estou muito contente com a minha medalha”, disse Fabiana.

A saltadora competiu com grande tranquilidade em Pequim. Na qualificação, disputada no domingo (23/8/2015), precisou de apenas um salto, a 4,55 m, para garantir seu lugar na final. Nesta quarta (26/8), começou a competir com o sarrafo a 4,50 m. Passou de primeira, assim como nas tentativas seguintes a 4,60 m e 4,70 m. Quando a prova chegou a 4,80 m, havia sete das 14 atletas que disputavam a final. Fabiana precisou de dois saltos para superar a altura, que era a sua melhor marca do ano até então.

Após os 4,80 m, a brasileira já havia garantido uma medalha, já que restavam apenas ela, a grega Nikoleta Kyriakopoúlou e a cubana Yarisley Silva na disputa. Fabiana passou de primeira em 4,85 m e assumiu a liderança da prova – a marca, recorde sul-americano e pessoal, já havia sido alcançada pela saltadora em 2010 e 2011. Fabiana ficou muito perto de superar pela primeira vez os 4,90 m, mas não conseguiu validar a marca. Yarisley Silva, que lidera o ranking mundial com 4,91 m, conseguiu passar pelo sarrafo apenas na última chance, e ficou com o ouro. Nikoleta ficou com o bronze (4,80 m).

Fabiana mobilizou a torcida do Ninho do Pássaro e teve até o francês Renaud Lavillenie, campeão olímpico, recordista mundial indoor e bronze em Pequim no salto com vara, como apoiador. Ele ficou ao lado do técnico de Fabiana, Elson Miranda, nas arquibancadas do estádio, batendo palmas e incentivando a brasileira.

“Eu sabia que teria que saltar acima de 4,80 m para subir ao pódio. Depois de ter garantido a medalha, minha preocupação era melhorar a minha classificação. Estou contente por ter ganho a prata, saltei o meu recorde pessoal. Claro, queria ter superado os 4,90 m. Fiz saltos muito bons, embora não tenha sido suficiente hoje, mas estou muito feliz”, afirmou. “Queria voltar para a China e para esse estádio (em que foi disputada a Olimpíada de Pequim/2008 e Fabiana teve uma vara extraviada na final), porque eu sabia que era um ótimo lugar para se saltar”, completou a brasileira.

Fabiana ainda falou da expectativa sobre a Olimpíada do Rio, sua próxima grande competição na carreira. “Tem bastante tempo ainda até lá, muita coisa vai acontecer e eu espero que outros atletas venham e cheguem com condições de disputar uma medalha. O atletismo é um esporte muito difícil, muito competitivo, o atleta tem que estar bem no dia. Lógico, tem que treinar bem, passar sem lesões. Vou fazer o máximo para me manter saudável, conseguir fazer bons treinos, manter a técnica, que é meu ponto forte, e batalhar até o final por uma medalha na Olimpíada.”

Após o Mundial, Fabiana ainda tem mais um desafio na temporada. No dia 3 de setembro, ela disputa a etapa de Zurique da Diamond League. A brasileira não colocou como meta na temporada a briga de seu terceiro título do principal circuito de provas da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) – a prioridade sempre foi o pódio do Pan de Toronto (prata) e do Mundial de Pequim, o que conseguiu. Mesmo assim, a saltadora tem chances de levar mais um diamante. Ela é a segunda colocada, com 10 pontos, seis a menos que Nikoleta Kyriakopoúlou.

As medalhas de Fabiana Murer em Mundiais

Prata em Pequim/2015 – 4,85 m, recorde sul-americano, em 26/8/2015

Ouro em Daegu/2011 – 4,85 m, recorde sul-americano, em 30/8/2011

Ouro em Doha/2010 (indoor) – 4,80 m, em 14/3/2010

Bronze em Valencia/2008 (indoor) – 4,70 m, recorde sul-americano, em 8/3/2008

O Clube de Atletismo BM&FBOVESPA, rumo aos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, tem parceria com Pão de Açúcar, CAIXA, Prefeitura de São Caetano e Nike.

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